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Transporte coletivo para a Copa do Mundo é desafio em evolução gradual

O ritmo das reformas é lento e preocupa os organizadores da Copa do Mundo de 2014. Mesmo assim, é certo que obras estão sendo realizadas nas 12 cidades escolhidas como sedes do grande evento, e ao final resultarão em um trânsito melhor, mais moderno e com centenas de milhares de motoristas mais qualificados nas ruas.

Exemplo maior dessa preocupação em qualificar os profissionais vem do programa "Transporte na Copa", que foi lançado no final do mês do ano passado, em Brasília. O objetivo é desenvolver e reforçar conceitos de direção segura, qualidade na prestação de serviços, cidadania, meio ambiente, turismo, marketing pessoal e profissional, conversão de moedas e comunicação eficaz em português, inglês e espanhol.

A previsão é que em todo o Brasil 380 mil taxistas sejam beneficiados pelo programa, que é uma iniciativa do sistema Sest Senat (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), vinculado à Confederação Nacional do Transporte. Só em Brasília a previsão é de que serão beneficiados 19 mil trabalhadores, entre taxistas, motoristas de ônibus urbano e de turismo, cobradores, agentes de bordo e de turismo e atendentes do setor de transporte em geral.

As expectativas otimistas vêm da presidente do Sindicato dos Taxistas de Brasília, Maria Bonfim, segundo a qual haverá inegável evolução na qualidade dos profissionais que, segundo ela, "são como um cartão de visitas de uma capital". E são 12 capitais envolvidas no Mundial, sendo elas, além de Brasília e por ordem alfabética, Belo Horizonte, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

É claro que o entusiasmo não é generalizado no País da Copa, afinal é preciso investir muito em capacitação pessoal e em obras viárias, e a burocracia por vezes emperra o ritmo de desenvolvimento. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, por exemplo, admitiu em manifestação feita no último dia 16 que está preocupado com o sistema de transportes e o trânsito para o Mundial. "Vejo insuficiências que nós precisamos corrigir", declarou ele. A preocupação principal, manifestada por Rebelo se refere a "problemas com os vôos e com o trânsito em São Paulo".

Cidades adotam sistema BRT no transporte coletivo

De qualquer forma, de Sul a Norte as cidades vão se adequando às exigências que virão. Em Porto Alegre, há dois meses o prefeito José Fortunati assinou a ordem de início das obras do sistema BRT (Bus Rapid Transit), em corredores de ônibus da capital gaúcha. O projeto de reformulação no transporte coletivo, integra o plano maior que é o de melhorar a cidade em
todos os aspectos nos próximos dois anos, até a chegada da Copa.

A assinatura do documento se deu, emblematicamente, na Avenida Protásio Alves, uma das maiores da cidade. Lá o sistema BRT começou a ser implantado, sendo que na sequência outras duas vias de intensa circulação de linhas ônibus serão beneficiadas: a Bento Gonçalves e a João Pessoa.

O projeto aumentará a eficiência, o conforto e a qualidade do serviço de transporte. Serão veículos modernos, com grande capacidade e baixa emissão de gases poluentes. As estações serão fechadas e climatizadas.

De acordo com o secretário de Gestão, Urbano Schmitt, o projeto contempla um corredor de 7km, com pavimento de placa de concreto, perfeitamente adaptável às estações com padrão BRT, tudo a um custo de R$ 55,8 milhões.

O mesmo sistema BRT está sendo desenvolvido em Manaus, onde também é denominado de VLP (Veículo Leve sobre Pneus). Mas é o mesmo modelo de transporte coletivo, com ônibus articulados ou biarticulados, que trafegam em
canaletas específicas ou em vias elevadas. Lá. como em Porto Alegre, é visto como solução de mobilidade urbana para grandes cidades.
A Federação Nacional de Futebol Associado (FIFA), entidade que organiza o Campeonato Mundial de Futebol, já demonstrou preocupação específica com o transporte que será oferecido aos turistas em Manaus. “É crucial garantir que
os visitantes e fãs de futebol brasileiro e de outras partes do mundo tenham uma experiência agradável e possam transitar com facilidade e conforto nos locais dos jogos”, chegou a dizer, numa referência à capital amazonense, o secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke.

Aquela preocupação foi imediatamente rebatida pelo coordenador da Unidade Gestora do Projeto Copa do Estado do Amazonas, Miguel Capobiango. Ele declarou que, desde o início, sequer conta com o novo sistema BRT de mobilidade urbana de Manaus como fundamental, embora o incentive, pois “nosso sistema atual transporta muito mais gente que o
esperado para a Copa, como ocorre no Boi Manaus e no carnaval”.

Prefeito de São Paulo fala em dobrar capacidade de transporte

E se em Manaus, cidade de 1 milhão e 800 mil habitantes, o transporte é motivo de amplos debates, o que dizer de São Paulo, com quase 12 milhões de pessoas circulando por suas ruas. E na maior metrópole da América, o prefeito Gilberto Kassab está otimista de que o trânsito não representará problema durante a Copa do Mundo em 2014.

Há uma semana, na apresentação das obras da Arena Corinthians, no bairro de Itaquera, onde esteve ao lado do ministro Aldo Rebelo, o prefeito de São Paulo avisou que a capacidade de passageiros deverá praticamente dobrar.

"Nós temos que, por determinação da Fifa, atingir um volume de 50 mil passageiros por hora/sentido e temos atualmente algo próximo de 60 mil.
Nosso projeto diz que vamos passar de 105 mil", declarou Kassab.

Artigo escrito por Nico Noronha, jornalista, com passagem pelo jornal Zero Hora de Porto Alegre e portal UOL.

 

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